CPI do Futebol quer ouvir Zico, Pelé e Ricardo Teixeira

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Lista elaborada por relator tem também os nomes de Luiz Felipe Scolari, Parreira e Dunga, mas abertura da fase de oitivas terá a presença de jornalistas que atuam no futebol

O relator da CPI da CBF no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), apresentou nesta tarde seu plano de trabalho os próximos quatro meses. Jucá traçou um cronograma que ouvirá federações, clubes, jogadores e ex-jogadores, dirigentes, árbitros e pessoas ligadas à CBF. A lista de ilustres que serão convidados tem, entre outros, o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o atual, Marco Polo Del Nero, e ex-jogadores como Zico e Pelé. A previsão é apresentar o relatório no dia 1º de dezembro.

O cronograma foi aprovado em votação simbólica e recebeu do presidente da CPI, o senador Romário (PSB-RJ), total respaldo. Isso é bastante significativo no contexto interno da comissão, uma vez que Romário sempre manifestou o desejo de ser o relator da CPI, desde que articulou sua criação. Ele ficou com a presidência, mas esse primeiro encontro demonstrou bastante sintonia com o relator. ”Sou 100% favorável ao plano apresentado pelo relator. Muito bem feito”, resume Romário.

Assista ao vídeo com a entrevista completa de Romário:

Após a apresentação do plano, Romário aprovou uma série de requerimentos para convidar alguns jornalistas que atuam na área esportiva para falar para a comissão. Ao final da reunião, ficou definido que esses jornalista serão os primeiros a ser ouvidos pela comissão, na próxima semana. Serão convidados Juca Kfouri, Sergio Rangel, Jamil Chade e José Cruz. Romário defende que a presença deles dará à CPI informação valiosa para as sessões posteriores da comissão.

“São jornalistas que acompanham a história do futebol há alguns anos, fazem um trabalho investigativo muito profissional, muito sério e tenho absoluta certeza e convicção que a partir de terça-feira, com o depoimento deles aqui na CPI teremos muito mais argumentos para os próximos convidados que participarão dessa CPI”, diz Romário.

“Espero que essa CPI possa dar uma repaginada no nosso futebol”, avalia o presidente da CPI. Jucá afirma que pretende chamar os presidentes dos principais clubes da série A do Campeonato brasileiro, como Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Flamengo, Grêmio e Palmeiras, entre outros. Também pedirá a presença de atletas ligados ao movimento Bom Senso FC. Jucá citou textualmente os ex-jogadores Ricardo Rocha, Cafu, Carlos Alberto Torres e Roque Júnior.

Ele destacou o desejo de ouvir Pelé e Zico, este último com o adendo de tratar-se de um pretendente ao cargo de presidente da Fifa. Em seu cronograma, o relator também incluiu o nome de ex-técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira e o atual técnico, Dunga. Jucá também quer a presença do presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sergio Corrêa.

7 x 1

O relator citou também a necessidade de se esclarecer a questão dos campeonatos estaduais. “Temos de levantar essa questão, os problemas envolvidos nos estaduais. O Brasil precisa ou não de estaduais?”, questiona Jucá. Ele também acrescentou que é preciso investigar a Copa do Mundo do Brasil que está “engasgada”. Ele chegou a brincar com o tema ao dizer que não pretende convocar os jogadores alemães para falar na comissão.

Sobre a Copa do Mundo do Brasil especificamente, Romário diz ser muito complicado investigar acontecimentos dentro do campo que pudessem ter levado ao 7 a 1 da semifinal. “Investigar dentro do campo é uma coisa complicada, por isso estamos convidando ex-jogadores e com certeza convidaremos também os jogadores atuais para darem seus depoimentos sobre tudo que se refere ao que eles acham que aconteceu dentro de campo nos últimos anos. Por que na opinião deles o nosso futebol está em grande decadência”, declara Romário.

Ele diz que a investigação sobre a Copa do Mundo no Brasil poderá trazer à tona muita coisa que ainda não apareceu. Já em relação a possível suspeitas em relação especificamente ao 7 a 1, Romário evitou polemizar. “Com certeza dentro de campo será difícil a gente descobrir se houve alguma coisa fora do normal. Particularmente como ex-jogador já tomei de 7 a 1, sei que dói, ninguém gosta de tomar de 7 a 1”, diz ele.

“O que posso afirmar é que esse 7 a 1 foi um resultado que, por acaso aquele dia as coisas não aconteceram e o Brasil mereceu”, acrescenta o senador, que também avalia que problemas de fora de campo permearam a cabeça dos jogadores naquela tarde e podem ter influenciado para o resultado.

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